Relatório final da autópsia diz que o tempo de sobrevivência da criança após a queda no poço “foi curto”.

Os pais de Julen acompanharam as operações de resgate do filho© Reuters/ Jon Nazca

O relatório final da autópsia de Julen revela que o menino de dois anos morreu às 13:50 do dia 13 de janeiro devido à queda no poço em Totalán, Málaga, Espanha. De acordo com os peritos, no momento da queda a criança sofreu um traumatismo cranioencefálico e medular.

A autópsia põe assim de parte a hipótese, falada na altura, de o menino ter morrido com golpes de picareta durante a operação de resgate, uma vez que não há “fraturas na parte superior do crânio”. Além disso, a picareta começou a ser usada quase quatro horas depois da sua morte.

Os especialistas determinaram que o tempo de sobrevivência no poço “foi curto” e que Julen faleceu “poucos minutos depois da queda”. É possível ainda dizer que não se tratou de uma queda livre e que a velocidade da queda foi atenuada pelo atrito provocado pelas roupas e pelas saliências do poço.

A criança de dois anos caiu num furo de prospeção de água de cerca de 100 metros de profundidade e 25 centímetros de largura na tarde de domingo, dia 13. A família dava um passeio pela serra junto da propriedade de uns familiares quando o acidente aconteceu. Mais de 300 pessoas – entre mineiros, engenheiros e outros especialistas – estiveram envolvidas nas operações de socorro. O corpo de Julen só foi encontrado no dia 26 de janeiro, 13 dias depois de ter caído no poço

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